terça-feira, 14 de julho de 2009

Compadre Zé Agostinho.

O compadre Zé Agostinho era um Homem com h grande, daqueles que já não se "fabricam" mais. Lembro-me dele desde cachopo, desde que pela mão do meu pai lhe visitávamos a oficina, a sua latoaria porque era essa a sua profissão, latoeiro como tantos outros "ratos". Lembrei-me dele ao ver a notícia da possível Inconstitucionalidade da ASAE, lembrei-me dos galheteiros que ele fabricava e que utilizávamos para regar o bacalhau e as batatas a murro que o acompanhavam, já nada disso existe, triste País...
O compadre contava histórias como mais nenhum outro, ensinava-nos a empatar um anzol, maravilhava-nos com a sua jovialidade, morreu quando era o homem mais velho de Avô, uma reserva moral, o último dos regedores que a vila teve.
Dele recordo para a vida a célebre frase; "Ahhhh rapazes a carne estava boa, mas o molho..." feita à vinda de uma comezaina com meu pai e meus tios em casa de um amigo, era feita uma vez por ano mas dessa vez correu mal, fugiu a mão na hora de temperar as peças de caça e o picante era de mais. Valeu o bom vinho, contava o meu pai.

...

Deixa-te levar, sussurra-me o vento.
Deixa que o tempo te alcance,
que o mar leve o lamento
e o riso dela te abrace.

E se não encontrares seu braços,
envolve-te no cheiro dela
retalha-a em mil pedaços
e guarda-a, feito sentinela.

Desabafo.

Adoro esta música, tem tudo a ver com o que me passa pela cabeça nestes dias :)
Já sei que o blogue está lamechas, é favor pararem de enviar sms , o espaço é meu, a lamechice é minha e como quem manda é o J quero bem saber ;)
Tudo na vida tem o seu tempo o seu momento ou lugar, estava na altura de me sentir assim novamente, normalmente significa que vou virar mais uma página.
Apaixonei-me demasiadas poucas vezes na minha vida e se há algo de que me arrependo é disso mesmo. Adoro sentir a intensidade das emoções que pululam na minha pele, aquela dorzinha gigante que se abate sob o coração quando penso em ti, o sono leve de quem precisa de abraçar algo para conseguir adormecer.
Não faço da paixão um jogo, sei o que quero, porque quero e até onde vou para conseguir a reciprocidade necessária. Sou muito meu até um dado momento e todo teu se me conseguires arrebatar, tenho esse defeito. Não sei amar ás prestações e chateio-me com quem acha que consegue.
Prometo não escrever muito mais sobre o assunto, talvez me debruce mais sobre a nossa sociedade e as suas contradições, ou talvez não... :)

Tempo

Não tenho tido tempo.
Utilizamos vezes de mais esta expressão e as suas variáveis, vezes de mais...
Não seria mais fácil pura e simplesmente arranjarmos tempo? Que raio.

sábado, 4 de julho de 2009

Saudade.

Um dia de cada vez, um sussurro, um beijo, um carinho discreto, aquele gesto de paixão contida...
Sei que te vou perder, talvez o saiba desde sempre, desde o momento em que descobri o porquê desta dor no peito quando penso em ti. Não faz mal, serás feliz e isso é tudo.
Afinal somos mais dois seres ao sabor do vento, tentando não tombar com a sua força, segurando a sua fúria, alimentando-nos da sua ternura, da leveza do seu toque suave quando se transforma na nossa melhor companhia.
O teu sorriso será o meu farol e um dia estarás a passear na Plaza Mayor, a pensar na vida, a necessitar de um abraço, um beijo, um carinho e eu estarei lá, ao teu lado para te segurar nos meus braços e te aquecer com o calor das minhas lágrimas. Talvez a vida nos separe, só eu sei o quanto me assusta saber que vou estar tanto tempo sem te ver, mas acredito que se tiver que ser será. Até lá...deixa-te estar!