segunda-feira, 29 de junho de 2009

Um dia de praia...

Deixa-te estar,
aí longe e perto
deitada junto ao mar.

Deixa-te estar,
como a raposa do deserto
invisível a outro olhar.

Tens todos os meu sonhos
aprisionados no teu riso,
à espera dos teus olhos,
do teu brilhar indiviso.

Deixa-te estar se quiseres,
eu espero o teu despertar
e estejas onde estiveres,
esse será o meu lugar.

terça-feira, 16 de junho de 2009

Paraiso.

Chegado ao paraiso, ou antes, de regresso ao paraiso tive uma ma noticia, vamos ter chuva muita chuva. Mas nem esse contratempo deixa que a beleza desta terra seja diminuida. Quando tiver tempo falarei mais um pouco da viagem (um Airbus 330 que teve que fazer uma aterragem de emergencia ainda ha uns dias...) mas para ja vou jantar, assistir a um espectaculo e dormir, que amanha as 7h15m parto para a descoberta de uma das novas 7 maravilhas do mundo.

P.S- Ja repararam que por estas bandas teclados com assentos sao coisa que nao existe...

sábado, 13 de junho de 2009

Santo António.

Vai uma sardinha?

...

Hoje era para não escrever nada, mas como vou estar uma semana de papo para o ar na Riviera Maya, achei que devia produzir algo, por menor e irrelevante que seja, para o meu búzio.
Está a dar na tv um filme sobre as alterações climáticas do planeta, um dos muitos com a vantagem de este ser bom, eu pelo menos gostei quando o vi, agora optei pela série ossos, adoro a tensão sexual que aqueles dois trazem para a tela.
Mas voltando ao tema do filme, o que raio andamos nós a fazer? Esgotamos os recursos naturais a um ritmo cada vez mais elevado, há muito que a natureza se atrasou na renovação, até nisso temos que ser os "maiores", temos que ganhar a tudo e todos, o último desafio era vencer a natureza, mesmo que o resultado seja a nossa destruição. Quanto orgulho!
Parar para pensar um segundo, um segundo rapaziada... Custa muito reciclar? Não atirar o lixo para o chão? Ir a pé ao café da esquina, usar os transportes públicos (3 vivas para os SMTUC), usar a água racionalmente?
O meu Pai dizia-me que a próxima grande guerra tinha 3 motivos fortes que a podiam despoletar, a religião e o fanatismo a ela associado, a falta de mulheres na China (não se riam que é verdade) e a água, aquele bem a que tão poucos dão valor mas que nos compõe na maioria e é essencial à nossa vida. Eu cá não saio de Coimbra, aqui está a maior bacia hidrográfica inteiramente Portuguesa, aqui morreremos à sede depois de todos os outros e estas montanhas que nos rodeiam, estas serras ricas são óptimos locais defensivos, só não vale atacar à traição ;)

sexta-feira, 12 de junho de 2009

Está na hora.

Estive a pensar, de vez em quando dá-me para isso, nesta coisa da Democracia e nos novos aristocratas que dela emergem, os tais que centralizam o poder e o dividem entre si e nos outros, naqueles que olham para os grandes e querem ser como eles quando crescerem. Dá-me vontade de rir...
Eu gosto dos bastidores, das facadas, jogadas e trapaças que por lá se fazem, gosto de as adivinhar, de me achar mais inteligente que o resto. Ás vezes acerto e fico espantado, outras falho e já nada me surpreende. Que raio de sociedade a nossa. Invertemos os valores, traímos os amigos e deixamos que os outros, os que nada fazem, subam empoleirados nas nossas costas.
Hoje estive a pensar e disse BASTA!

quinta-feira, 11 de junho de 2009

Frases.

Pequenas frases que escrevi ou vou escrevendo. Começo com uma particularmente bonita.

Sou leve como uma gota de chuva, pesado como uma pedra de granizo e tu és o ar que me transforma, em inferno ou paraíso.

Palavras...

São a nossa maior arma, também a nossa maior perdição. Quantas vezes dizemos algo para em seguida nos arrependermos, quantas vezes magoamos sem entendermos o que fizemos.
Amo as palavras. Os sabores, cheiros ou emoções que nos transmitem, são algo estático com a mobilidade de um meteorito e a sua força devastadora, lindas quando nos fazem olhar o céu, arrasadoras quando caem no sitio errado.
Deparamos-nos com elas desde o acordar ao deitar, sonhamos com elas, temos medo, frio, calor, sentimos paixão graças a elas. Eu uso-as para apagar os meus fogos, daqueles que ardem cá dentro e não se vêem, é a elas que recorro para largar lastro sentimental quando o peso se torna insuportável e o meu peito parece que explode. Nelas encontro a virtude do silêncio na audácia de um grito.
Um dos maiores elogios que fazemos a alguém é dizer-lhe que ficámos sem palavras, já repararam? "Fiquei sem palavras". Tenho medo!

quarta-feira, 10 de junho de 2009

O teu riso...

Meus lábios ao juntarem-se colam
procuram, em teus olhos, o brilho da vida.
Um riso teu e os homens sonham,
encontrando a sensação perdida.

Pudesse eu abraçar teu corpo
aquecer-me nele no inverno,
acaricia-lo com um leve sopro,
mostrar-lhe o paraíso e o inferno.

Na verdade, nem sei porque te adoro
mas ao olhar-te o sonho acontece.
Tu choras e também eu choro,
tu rezas e eu sou a tua prece.

Como é estranha a natureza.
A mim, fez-me como sou
e a ti deu-te a beleza
da primavera que passou.

Desculpa, desabafei por desabafar,
mas cá dentro dói-me a alma
e teu riso impede-me de chorar.
Assim volta meu espírito à calma
que lhe tirou teu doce olhar.

Divagações

Ás vezes faz bem divagar, entrar naquele mundo onde o riso se encontra a cada passo que se dá, desaparecer no imaginário e reaparecer lavado das mágoas do dia a dia.
Não sei se acordo de tempos a tempos, mas hoje sinto-me mais livre, preparado para uma nova qualquer coisa, como diria a outra, "quero algo" .
Crescemos na proporção dos nossos enganos, das nossas dúvidas e medos, aprendemos, assimilamos e damos um passo de cada vez rumo aquele quê de diferença que ninguém sabe bem o que é, parvoíces...
Tanto paleio para dizer que assim como começa tudo acaba e que hoje me libertei desse peso terrível que era o medo de me apaixonar novamente por quem já me provou não ter o mesmo sentimento. Acho que gosto das lutas impossíveis, daquele gostinho a falhanço que me vem à boca sempre que te olho nos olhos. Fiquei triste, é certo, mas a liberdade tem sempre um preço, nunca é fácil de atingir. Hoje libertei-me e por isso estou feliz!

terça-feira, 9 de junho de 2009

O INICIO

Tudo começa da nossa imaginação. Este início é apenas isso mesmo. Um 1º esboço do que aqui quero fazer.
Será, este blogue, o meu retiro, o local secreto onde venho deixar o mais profundo de mim, os sentimentos que doem por estarem cativos, por não ter a coragem de os exteriorizar.
Ficam aqui guardados, num segredo só meu, num mundo onde só eu tenho permissão para entrar, mas onde esperam ser encontrados. Hoje escrevo o começo sem saber quando será o fim, o último capitulo do álbum das minhas emoções.