Deixa-te levar, sussurra-me o vento.
Deixa que o tempo te alcance,
que o mar leve o lamento
e o riso dela te abrace.
E se não encontrares seu braços,
envolve-te no cheiro dela
retalha-a em mil pedaços
e guarda-a, feito sentinela.
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O vento que passa entre os dedos escondendo o sol quando espreitamos. Cai-nos o riso envergonhado numa brisa suave de cheiro a amoras, como junças presas na margem do rio.
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