Escrevo-te hoje, entre passagens da vida, na esperança que entendas a minha mensagem, que ouças a minha voz e atendas ao meu amor.
Sou um copo meio vazio à espera que o voltem a encher. Queria ter-te nos meus braços, sussurrar-te "amo-te", beijar os teus lábios, cheirar o teu cabelo até saber que nunca mais me ia esquecer dele, desse perfume que me inibria.
Sei que passas e não sabes que existo, regressas a casa, jantas só e nunca pensas em mim. Sei que sou pouco mais que um vislumbre corriqueiro, a imagem esbatida de um sonho que um dia tiveste mas não entendeste.
Talvez seja a minha sina esperar por ti, a paga por algo que fiz. Não tenho medo da solidão, mas incomoda-me a espera, cada segundo em que não te encontro é mais um em que não te tenho nos meus braços. Vou-te esperar com a calma de um velho que vê a morte chegar satisfeito com o tempo que viveu. Vou-te aguardar no silêncio da minha paz, na rotina, na suave passagem dos dias.
Quero-te tanto...
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Pensára eu um dia que sofrer de amor, ou falta dele, era algo normal, agora o que vejo é que sofre por amor quem já fez outros sofrer...
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